SÃO
PAULO - Todos os dias, 20 mil contêineres
chegam aos portos dos Estados Unidos. Outros 35
mil chegam àquele país pelas fronteiras
do Canadá e do México. Pelos aeroportos,
são cerca de 15 mil contêineres e
"pallets" com centenas de milhares de
pacotes individuais que chegam do exterior em
aviões de passageiros e de carga.
Considerando-se que os Estados Unidos são
um dos principais mercados consumidores das exportações
mundiais e que as centenas de nações
que para lá enviam seus produtos também
o fazem para diversas outras regiões do
mundo, não é difícil imaginar
a movimentação diária que
portos, aeroportos e fronteiras vivem por conta
do comércio mundial, um sistema de trocas
de US$ 10 trilhões por dia.
Por
esses e outros motivos, rapidez e inovação
são forças primordiais para as empresas
de transporte internacional. Principalmente as
que operam no modal aéreo. Embora seja
responsável por apenas 2% das toneladas
que circulam pelo mundo, o transporte aéreo
de carga leva e traz 40% do valor das mercadorias
do comércio exterior mundial.
Isso
confere às empresas que operam nesse setor
o privilégio de atender a companhias com
produtos de alto valor agregado. E também
o desafio de oferecer a elas as melhores soluções
de acordo com suas necessidades.
Como
em todas as atividades humanas, no transporte
aéreo a flexibilidade é fundamental.
Flexibilidade para entender qual a melhor solução
para as companhias de alto valor agregado, assim
como para os pequenos e médios empreendimentos,
que são responsáveis, em muitos
casos, pela força das economias locais.
Se pensarmos que em 2005, no Brasil, 74% das exportações
foram realizadas por micro, pequenas e médias
empresas, logo entenderemos o quão importante
é que uma empresa de transporte aéreo,
capaz de fazer a conexão entre a economia
local e o resto do mundo, ofereça a esses
empreendedores as melhores soluções
em termos de prazos, custos e confiabilidade.
Compreender
regras, economias e políticas locais e
ajudar os empreendedores das diversas nações
a se conectar à economia globalizada são
missões primordiais de empresas mundiais
de transporte aéreo. Em essência,
trabalhar no mundo globalizado é manter
ouvidos e mentes abertos para ultrapassar barreiras
lingüísticas e culturais, sem, ao
mesmo tempo, perder o foco das necessidades locais.
Do
lado de cá do balcão, isso significa
otimizar o que há de melhor na experiência
internacional do transporte aéreo, chegando
a soluções cruzadas entre diversos
produtos e serviços de acordo com o perfil
do consumidor ou da indústria em que ele
atua.
Essa
tarefa deve ser executada de forma que brinquedos
jamais atrasem para as promoções
de Natal, que médicos continuem recebendo
equipamentos e medicamentos a tempo de salvar
vidas e que criações únicas
como a cachaça ou a moda brasileira continuem
conquistando o mundo.
Fonte:
Gazeta Mercantil
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